O que lixo tem a ver com sustentabilidade?

 

Tem TUDO a ver. SUSTENTABILIDADE quer dizer conservar e cuidar. Significa manter uma relação equilibrada com o meio ambiente, atendendo às necessidades das pessoas hoje sem se esquecer de que as pessoas no futuro também precisarão ter suas necessidades atendidas.

E é justamente esse equilíbrio com o meio ambiente que fica comprometido pelo lixo gerado por nós, humanos. Aliás, você sabia que o ser humano é a única espécie do planeta que produz lixo? Pois é.

 

Na natureza, é uma beleza

Pela lógica da natureza, onde tudo acontece de forma cíclica e harmônica, não existe lixo. As plantas se alimentam da luz do sol e dos nutrientes da terra, os animais herbívoros se alimentam das plantas, os animais carnívoros comem outros animais. E cada um, quando morre, volta para a terra e se transforma em nutrientes, que vão alimentar as plantas e fazer o ciclo começar de novo. Dessa forma, nada é lixo. Tudo é recurso… aproveitado e reaproveitado infinitamente nessa fascinante teia chamada de VIDA.

É a ação do ser humano que interfere nesse ciclo natural. Com nossa mente inquieta e capaz de maravilhas, fomos inventando, ao longo da História, formas novas de viver e de utilizar os recursos do planeta. E essas novidades, com certeza, aumentaram nossa qualidade de vida, mas nem sempre levamos em conta o impacto que elas poderiam causar no meio ambiente.

Criamos cidades, comodidades, passamos a processar alimentos e consumi-los em embalagens, inventamos papel, plástico, vidro… objetos com usos variados que, depois de utilizados, não retornam naturalmente à terra: viram lixo e demoram um tempo enorme para serem decompostos.

 

Impacto que não é brincadeira!

O lixo que produzimos ameaça o meio ambiente e também a nossa saúde, pois sua disposição incorreta pode contaminar o solo, as águas e o ar. Nos últimos 30 anos, a geração de resíduos nas cidades aumentou três vezes mais do que a população urbana. Atualmente, produzimos 1,4 bilhões de toneladas por ano, o que significa que cada um dos sete bilhões de habitantes do planeta é responsável por produzir mais de um quilo de lixo por dia

E grande parte dos resíduos gerados não são coletados, ou seja, não têm o destino correto e vão parar na rede pluvial, nos rios e nos mares, poluindo as águas e ameaçando as espécies aquáticas; ou são abandonados em lixões a céu aberto, atraindo insetos, roedores e pequenos animais que podem disseminar doenças; ou são queimados, deteriorando a qualidade do ar que respiramos. Esse quadro é mais grave em países mais pobres, onde os serviços de saneamento básico são precários. Nesses países, o volume de coleta do lixo não alcança sequer a metade da quantidade produzida.

 

 

Veja mais

  • Na Biblioteca, consulte o tópico “Lixo e seus tipos” para entender a diferença entre lixo, resíduo e rejeito e conhecer como o lixo é classificado!

 

 

Para saber mais e refletir

  • Não existe isso de “jogar fora”. Quando a gente joga alguma coisa fora, essa coisa vai para algum lugar. Muitos materiais que jogamos no lixo levam anos, muitas vezes séculos, para se decompor. Uma lâmpada, por exemplo, dura mais de quatro mil anos. Uma pilha dura até 500 anos. O plástico comum leva mais de 100 anos para se decompor. Como produzir menos lixo? Consumir menos e de forma mais inteligente, reaproveitar e reciclar os resíduos é um caminho?
  • A questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos. Antes da Primeira Revolução Industrial, o lixo produzido nas residências era composto basicamente de matéria orgânica, o que era fácil de eliminar (bastava enterrar), além disso, as cidades e a população eram menores.
    O crescimento da industrialização e o acelerado aumento da população e dos centros urbanos (principalmente na segunda metade do século XX) desencadearam um aumento significativo na quantidade de lixo e variedades em sua composição. Por exemplo, quando compramos algo no supermercado, o lixo não é apenas gerado pelo produto em si: existem os resíduos e perdas de toda a etapa de produção (cultivo, colheita, processamento, extração de recursos minerais, transporte, energia etc.) e depois, para o consumidor final, temos as embalagens, o cupom fiscal, o desperdício… 

 

 


FONTES

abrelpe.org.br
agenciabrasil.ebc.com.br
ambscience.com
g1.globo.com
mundoeducacao.uol.com.br
otempo.com.br