Lixo eletrônico: ele só cresce, mas existe solução

 

É considerado lixo eletrônico todos os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos, ou seja, produtos elétricos e eletrônicos quebrados, danificados ou sem utilidade por algum motivo, seus acessórios e componentes, e pilhas descarregadas. O lixo eletrônico tem se tornado um grave problema para a gestão de resíduos no mundo. O consumo de eletroeletrônicos não para de crescer e é agravado pela velocidade com que as tecnologias evoluem, fazendo o novo ficar velho muito rapidamente. (ver o tópico “Obsolescência programada”, na Biblioteca)

Em 2019, cerca de 55 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram geradas no mundo — cerca de 7,3 quilos para cada habitante do planeta —, conforme dados da edição de 2020 do Global E-Waste Monitor, relatório da Aliança Mundial para o Controle Estatístico dos Resíduos Eletrônicos, em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Japão, o Brasil é o 5º colocado no ranking de descarte de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos: 2,1 milhões de toneladas ao ano (10,2 kg por habitante).

Mas, infelizmente, o país não ocupa o primeiro lugar da lista dos países que descartam de modo correto esse tipo de lixo. Entre os motivos para isto estão a pouca divulgação de programas de reciclagem e de postos de coleta, bem como a carência de tecnologia para a reciclagem desse tipo de resíduo. 

Pela logística reversa — prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) (ver tópico “Política Nacional de Resíduos Sólidos”, na Biblioteca) —, os fabricantes e pontos de venda devem receber de volta os aparelhos ou acessórios eletrônicos que o consumidor queira descartar e dar o destino correto a eles, seja reciclagem, tratamento ou descarte apropriado. Contudo, a aplicação das regras da PNRS ainda está engatinhando e nem todos os fabricantes já instalaram pontos de coleta. Se tiver dificuldade, entre em contato com o fabricante e peça orientação sobre como devolver a eles os resíduos.

 

O que fazer com o lixo eletrônico?

Confira como descartar os principais itens do lixo eletrônico: 

  • Pilhas e baterias – As pilhas e baterias de uso doméstico apresentam perigo quando descartadas incorretamente, isso porque em suas composições são encontrados metais pesados, como cádmio, chumbo e mercúrio, extremamente perigosos à saúde humana. Dentre os males provocados pela contaminação com metais pesados está o câncer e mutações genéticas. A responsabilidade por recolher e encaminhar adequadamente as pilhas após o uso é do fabricante. Portanto, os materiais usados devem ser entregues aos estabelecimentos que comercializam ou às assistências técnicas autorizadas, para que eles repassem os resíduos aos fabricantes ou importadoras.
  • Celulares – Um aparelho celular contém diversos componentes poluentes. Dos 118 elementos químicos presentes na tabela periódica, o celular contém 43 deles, como o mercúrio, o cádmio e o chumbo, que são metais tóxicos. O celular também é composto por carcaça, placa de circuito impresso, bateria e chip, sendo que a carcaça é feita de polímeros plásticos. Há ainda a placa de circuito impresso (PCI), que são microprocessadores com funções de memória. Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem recolher os produtos e resíduos remanescentes após o uso, dando uma destinação final ambientalmente adequada. 
  • Computadores – Procure utilizar seu computador até o fim de sua vida útil. Se escolher por trocar o produto, faça uma doação ou venda-o. Algumas instituições de caridade e telecentros aceitam eletrônicos em bom estado. Caso não tenha mais conserto, encaminhe o computador para a reciclagem. Grande parte dos componentes eletrônicos é reciclável, o que garante o reaproveitamento de 80% dos materiais plásticos e metais. Outra opção é devolver o PC ao fabricante, que será responsável pela destinação correta, de acordo com a logística reversa prevista pela PNRS.
  • Lâmpadas fluorescentes – Locais especializados realizam processos capazes de retirar o mercúrio das lâmpadas fluorescentes, a fim de eliminar a possibilidade de contaminações ambientais e intoxicações. Por isso o descarte deve ser bem feito: isole o material em caso de quebra e leve aos locais que vendem este tipo de produto — eles são obrigados a recebê-los e encaminhá-los ao local adequado. Em geral, os estabelecimentos somente aceitam o descarte de lâmpadas se o consumidor estiver comprando novas. 

 

Atenção!

  • Muitas cidades já dispõem de iniciativas de coleta e reciclagem de resíduos eletrônicos. Procure saber se existe alguma na sua cidade.

 

 

 


FONTES

consumidormoderno.com.br
greeneletron.org.br
mundoeducacao.uol.com.br
uol.com.br