Afinal, o que é lixo e quais os seus tipos?

 

De uma maneira geral, chamamos de LIXO tudo aquilo que não tem mais utilidade para nós ou que não queremos mais e, por isso, jogamos fora. Contudo, aquele material descartado que ainda pode ser reaproveitado de alguma maneira — tendo sua vida útil prolongada — possui um nome mais adequado: RESÍDUO. Então, por exemplo, o lixo orgânico que pode ser compostado e virar adubo ou materiais como plástico, papel e alumínio que podem ser reciclados, são considerados resíduos.

LIXO… RESÍDUO… E REJEITO, O QUE É?

REJEITO é aquilo que não tem mais reaproveitamento, seja para reutilização, transformação ou reciclagem. Como definido pela nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos (veja na Biblioteca, tópico “Política Nacional de Resíduos Sólidos”), são os “resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada”.

No Brasil, alguns exemplos de rejeito são: isopor, sacola de hortifruti, copo descartável, canudo de plástico, esponja de cozinha, embalagens laminadas (como aquelas de biscoitos e snacks), escovas de dente, dentre outros. Esses materiais, por sua própria função e/ou tipo de material, são difíceis de serem reutilizados, e não são recicláveis por não termos tecnologia disponível ou simplesmente porque é inviável financeiramente. 

Portanto, é esse tipo de lixo que devemos ao máximo evitar gerar, pois ele representa recursos perdidos — no seu processo de fabricação, gerou custos com matérias-primas, energia, água etc. e, no final, vai parar no aterro sanitário. Ou pior, pode ser descartado incorretamente em lixões e gerar poluição e outros impactos ambientais.

 

Quais os tipos de lixo

Agora que aprendemos que o lixo pode ser resíduo ou rejeito, vamos conhecer as maneiras de classificá-lo. É possível classificar o lixo de acordo com sua composição e destino, facilitando a coleta seletiva e auxiliando a conservação do meio ambiente e a preservação da saúde de todos. Conheça os tipos de lixo:  

  • Lixo doméstico – Também chamado de lixo domiciliar, refere-se ao material gerado em residências e inclui resíduos orgânicos — como restos de alimentos —, embalagens em geral, jornais, revistas, papel higiênico, etc. O lixo doméstico possui itens recicláveis e não recicláveis. É muito importante que os materiais recicláveis sejam separados.
  • Lixo comercial – É o lixo gerado por estabelecimentos comerciais e setor de serviços, como supermercados, lojas, restaurantes e bancos. É composto principalmente por embalagens, papéis, plásticos, restos de alimentos e caixas de papelão.
  • Lixo industrial – Resíduos originados em indústrias, sua composição varia conforme o tipo de indústria, podendo ser formado por cinzas, lodos, resíduos alcalinos ou ácidos, sobras de metal, vidro, tecidos, papéis, plásticos, borrachas, cerâmica, madeira, entre outros. Este lixo pode ser encaminhado à reciclagem ou reutilizado pelas próprias indústrias.
  • Lixo hospitalar – Produzido por hospitais, clínicas, laboratórios, ambulatórios, consultórios odontológicos, farmácias, clínicas veterinárias e postos de saúde. Este tipo de lixo deve ser encaminhado a empresas especializadas, pois pode ser perigoso para a saúde de quem entrar em contato com ele. Seringas, agulhas, medicamentos, ampolas, fraldas, sondas e materiais cirúrgicos são exemplos de lixo hospitalar.
  • Lixo público – Originado nos serviços de limpeza pública, incluindo varrição de ruas e limpeza de áreas de feiras livres, por exemplo. É constituído por papéis, plásticos, restos de vegetais, podas de árvores, folhas caídas. Estes últimos, por serem orgânicos, podem ser utilizados para compostagem e ganham o nome de lixo verde.
  • Lixo especial – Inclui pilhas, baterias, embalagens de agrotóxicos, embalagens de venenos, lâmpadas fluorescentes, remédios vencidos, resíduos da construção civil, podendo ser composto por restos de obras e demolições etc. O lixo especial demanda um descarte cuidadoso pois é perigoso: as sobras podem conter metais pesados que, se não forem manejados de forma responsável, podem provocar doenças e degradação ambiental.
  • Lixo eletrônico – Um dos grandes desafios atuais é o destino do lixo eletrônico, que contém metais como ouro, cobre, alumínio e outros materiais. É gerado pelo descarte de eletrônicos que entraram em desuso. Entre os exemplos estão TVs, rádios, computadores e telefones.
  • Lixo radioativo – Extremamente perigoso, este lixo é composto por rejeitos radioativos — como urânio — provenientes de usinas nucleares, hospitais, laboratórios de exames, centros de pesquisa, entre outros. Deve ser tratado por empresas especializadas.
  • Lixo espacial – Composto por restos de objetos lançados pelo homem no espaço, como peças de foguetes e satélites artificiais. (Saiba mais no tópico “Lixo espacial”, na Biblioteca).

 

 

Para saber mais e refletir

  • Assista ao vídeo Resíduos sólidos: https://www.youtube.com/watch?v=MiuIckYJfQY Todos sabem que lugar de lixo é no lixo. Mas, será que sabemos o que acontece depois, durante o resto do ciclo de vida dos produtos que consumimos? Nessa animação você entenderá o ciclo dos resíduos sólidos que descartamos e aprenderá como reduzir o seu impacto ambiental. Produção: Caleidoscópio. Reflita sobre essas questões: De quem é a responsabilidade pelo lixo gerado? O que é responsabilidade compartilhada?

 

 


FONTES

blog.cicloorganico.com.br
brasilescola.uol.com.br
Canal Água Brasil, no Youtube
dinamicambiental.com.br
novaescola.org.br
vgresiduos.com.br