Sim, o lixo tem impacto no aquecimento global!

 

O AQUECIMENTO GLOBAL é o processo de aumento da temperatura média global do planeta, da atmosfera e dos oceanos ao longo dos últimos tempos. A principal causa desse problema climático é a intensificação do efeito estufa, fenômeno natural responsável pela manutenção do calor na Terra e que vem apresentando uma maior intensidade em razão da poluição do ar resultante das práticas humanas.

O acúmulo de altas concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera bloqueia o calor emitido pelo sol e o prende na superfície terrestre, aumentando a temperatura média da Terra. As mudanças na concentração de gases de efeito estufa estão ocorrendo em função do aumento insustentável das emissões antrópicas (feitas pelo homem) desses gases. Essas emissões ocorrem praticamente em todas as atividades humanas e setores da economia: 

  • Na agricultura, por meio da preparação da terra para plantio e aplicação de fertilizantes; 
  • Na pecuária, por meio do tratamento de dejetos animais e pela fermentação entérica do gado; 
  • No transporte, pelo uso de combustíveis fósseis, como a gasolina; 
  • Nas florestas, pelo desmatamento e degradação de florestas; 
  • Nas indústrias, pelos processos de produção;
  • Na gestão dos resíduos sólidos, pela forma como o lixo é disposto e tratado. 

 

Lixo e emissão de gases

Em 2019, o setor de resíduos respondeu por 4% do total de emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Isso se deve principalmente à degradação de matéria orgânica em lixões: foram 6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa liberados.  Nos lixões e aterros, a matéria orgânica presente nos resíduos favorece a ação de bactérias, que a decompõem, produzindo gás metano — conhecido como um dos maiores agentes causadores da aceleração do efeito estufa e da degradação do meio ambiente. 

Esse composto incolor e inodoro pode se tornar altamente inflamável e explosivo quando entra em contato com o ar. Por isso, como medida de segurança, em aterros sanitários o metano é queimado. No processo, transforma-se em gás carbônico (CO2), que também é um gás de efeito estufa, porém mais fácil de ser sequestrado da atmosfera. Contudo, essa queima não acontece em lixões e aterros controlados. Além da produção de metano pela decomposição de resíduos orgânicos, a queima irregular de lixo também contribui para a emissão de gases de efeito estufa.

Algumas formas de reduzir as emissões advindas do lixo são: promover a recuperação do metano dos aterros (drenando, condensando e refrigerando); incinerar os resíduos em instalações próprias que possibilitem a recuperação de energia; e fazer compostagem. O metano recuperado pode ser usado, por exemplo, para fabricação de etanol e ser usado como fonte de energia.

 

 

Para refletir

  • A produção de gases de efeito estufa é um entre os vários motivos para que os lixões sejam extintos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tinha a meta de extingui-los até 2014, mas isso não aconteceu. Em 2019, o Ministério do Meio Ambiente lançou o Programa Lixão Zero. Segundo dados do governo federal, o programa reduziu a quantidade de lixões em 17% em 2020. Mas ainda existem cerca de 2.700 lixões no território nacional.

 

 


FONTES

ecycle.com.br
lixoes.cnm.org.br
mma.gov.br
sitesustentavel.com.br